Senado aprova PEC que acaba com a escala 6x1 por 75 votos a 1 na reta final das eleições

O Senado aprovou por 75 votos a 1 a PEC que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho semanal para 40 horas com dois dias de folga, mantendo os salários. A medida prevê transição gradual e virou centro de debates econômicos e políticos na reta final das eleições.

Política

15/10/2026 - 08:19:00 | 2 minutos de leitura

Senado aprova PEC que acaba com a escala 6x1 por 75 votos a 1 na reta final das eleições


Em uma votação expressiva ocorrida a 12 dias do segundo turno das eleições, o Senado Federal aprovou em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da jornada de trabalho no modelo 6×1. O texto obteve 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário, registrado pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).


1. Principais Mudanças na Jornada

  • Redução de Horas: A carga horária máxima semanal passa de 44 para 40 horas, sem qualquer redução salarial.

  • Dois Dias de Folga: Garante-se a obrigatoriedade de dois dias de repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.

  • Transição Gradual:

    • 2 meses após a promulgação: A jornada cai de 44 para 42 horas semanais (já com direito a dois dias de folga).

    • 1 ano após: A jornada é fixada em 40 horas semanais.

  • Exceções: A regra não abrange profissionais com ensino superior completo que recebam salários acima de R$ 21.188,00 mensais.

2. Posicionamento da Oposição e do PL


O Partido Liberal (PL) liberou sua bancada na votação. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) criticou a aprovação alegando falta de estudos sobre o impacto econômico e acenou com medidas de mitigação em uma eventual futura gestão.


Por sua vez, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou de forma remota e defendeu um modelo alternativo baseado no pagamento exclusivo por horas efetivamente trabalhadas.

3. Proposta Alternativa no Moinho do PL


O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), sinalizou que o partido insistirá em uma proposta alternativa após o período eleitoral. Formulada por Rogério Marinho (PL-RN), a tese não prevê pagamento-base, garantia de horas mínimas, férias remuneradas ou 13º salário, sob a justificativa de adaptar a Constituição a novos formatos do mercado de trabalho ("mudar o chip").


4. Contexto Político


A aprovação consolida uma importante vitória legislativa para o governo Lula na reta final do pleito, somando-se à pauta de medidas sociais e trabalhistas apresentadas ao eleitorado.


Foto: Reprodução/Agência Senado