SUS Libera Acesso a 23 Remédios para Câncer Após Até 12 Anos de Embargo
Demora na oferta efetiva de tratamentos oncologicos pelo SUS expõe entraves burocráticos e logísticos no sistema público de saúde.
10/08/2026 - 06:39:00 | 2 minutos de leitura
A incorporação formal de uma nova tecnologia ou medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) é apenas a primeira etapa de um longo processo. Mesmo com a aprovação oficial e com previsões legais que estabelecem prazos para a disponibilização, a chegada efetiva do tratamento aos pacientes nas unidades de saúde enfrenta entraves em diversas fases operacionais.
Após a portaria de incorporação, o fluxo até a dispensação ao paciente envolve:
Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT): Elaboração e atualização das diretrizes de uso do medicamento.
Pactuação do Financiamento: Definição de responsabilidades financeiras entre União, Estados e Municípios (Blocos de Assistência Farmacêutica ou Teto Macrodentário/APACs).
Processos Aquisitivos: Abertura de licitações, negociações de preços com a indústria e assinatura de contratos.
- Logística e Distribuição: Recebimento, armazenagem e envio aos centros especializados de oncologia (CACONs e UNACONs).
Um levantamento realizado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) ilustra esse cenário no combate ao câncer. A pesquisa tomou como base 112 princípios ativos usados em oncologia e cruzou a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) com a lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Dos 112 princípios ativos mapeados:
71 medicamentos constavam em ambas as listas (OMS e Rename). No entanto, 12,7% desse grupo ainda não haviam chegado de fato aos pacientes brasileiros na prática.
13 medicamentos indicados como essenciais pela OMS nem sequer haviam sido incluídos na Rename.
28 medicamentos figuravam apenas na Rename brasileira. Desses, metade (50%) continuava indisponível na rede pública de atendimento no momento da análise.
A defasagem entre o registro/incorporação e a oferta real nas pontas de atendimento gera gargalos que atrasam o início dos tratamentos oncológicos, impactando diretamente o prognóstico dos pacientes atendidos na rede pública.
Saúde pública, SUS, Oncologia, Tratamento de câncer, Interfarma, Assistência farmacêutica, Medicamentos essenciais, Conitec, Rename
Análise detalhada sobre os gargalos burocráticos e logísticos que atrasam a entrega de medicamentos contra o câncer incorporados ao SUS, com base em levantamento da Interfarma sobre a disponibilidade real de tratamentos oncológicos no Brasil.
18 SetAnvisa aprova Aquipta (atogepanto) para prevenção de enxaqueca em adultosLEIA MAIS
15 SetNova vacina Pneumo 20 é liberada pelo SUS para idosos no BrasilLEIA MAIS- 07 SetPesquisa associa maior quantidade de microplásticos nos pulmões a pacientes com câncerLEIA MAIS
02 SetAnvisa suspende fabricação de produtos de limpeza em fábrica da Unilever em VinhedoLEIA MAIS
24 AgoAnvisa cancela registro do Elevidys a pedido da Roche após dados insuficientes e casos de falência hepática nos EUALEIA MAIS- 21 AgoDia D de Vacinação Mobiliza Postos em Todo o Brasil Neste SábadoLEIA MAIS
17 AgoAnvisa aprova primeiro genérico de semaglutida no BrasilLEIA MAIS
13 AgoMinistério da Saúde altera regras para doação de sangue: prazo para quem tem tatuagem cai para 7 dias e idosos poderão doar após os 70LEIA MAIS
11 AgoAnvisa proíbe a venda e determina apreensão imediata de 6 marcas de sal no BrasilLEIA MAIS




