suspensa venda de cigarros eletrônicos
04/09/2022 - 10:03:19 | 3 minutos de leitura

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) determinou que 32 empresas suspendam a venda de cigarros eletrônicos em todo o país. As companhias têm até 48 horas para cumprir a medida. Caso contrário, receberão multas diária de R$ 5 mil.
Entre os estabelecimentos citados no despacho publicado no Diário Oficial da União do dia primeiro de setembro, estão os sites OLX e Enjoei; a Via S.A (dona das marcas Extra, Casas Bahia e Ponto Frio) e empreendimentos que vendem o produto pela internet, como a Beetle Juices Tabacarias.
No Brasil, a comercialização, importação e até mesmo a divulgação da propaganda de dispositivos eletrônicos usados para fumar são proibidas desde 2009, ano em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução nº 46, vetando também a oferta de acessórios e refis para os aparelhos.
Em nota divulgada hoje, a Senacon reconhece que, passados 13 anos, a oferta e a demanda de cigarros eletrônicos aumentou, apesar de hoje haver informações conclusivas dos impactos que o uso dos dispositivos pode causar à saúde. E embora os Procons estaduais e municipais realizem ações regulares para apreender mercadorias e autuar os responsáveis pela venda ilegal dos produtos, a secretaria julgou necessário “tomar medidas urgentes para sanar o problema e resguardar a saúde e a segurança dos consumidores”.
Para a Senacon, a situação é agravada pela facilidade com que os consumidores, incluindo jovens, podem adquirir os cigarros eletrônicos “comercializados livremente, por diferentes tipos de empreendimentos, como lojas, tabacarias e páginas na internet”.
Em nota que divulgou hoje, a secretaria acusa toda a cadeia produtiva dos cigarros eletrônicos de agir com “má-fé e falta de transparência”, tentando fazer parecer que a oferta de um produto ilegal é uma relação de consumo regular.
“Os dispositivos eletrônicos para fumar já estavam na mira da Senacon há algum tempo. A Anvisa proibiu o comércio [dos produtos] em todo o território nacional em 2009, mas este ano ela reafirmou sua posição com um profundo estudo sobre a nocividade, o perigo, o dano, que estes produtos causam à saúde humana. Por essa razão, também fizemos um estudo aqui, na secretaria, para identificar os principais pontos de venda destes produtos ilegais”, disse o secretário nacional do Consumidor, Rodrigo Roca. Segundo ele, embora existam outras companhias oferecendo abertamente os dispositivos, as 32 empresas notificadas hoje são as “que mais atuam neste mercado clandestino”.
18 NovMotorista de van escolar é preso por manter relacionamento com adolescente de 13 anosLEIA MAIS
16 NovObjeto suspeito mobiliza esquadrão antibombas em aeroportoLEIA MAIS
28 OutPai e filho são detidos por manter mulheres presas em casa de prostituiçãoLEIA MAIS
28 OutPai é condenado a 21 anos de prisão por matar filho com tiro no peitoLEIA MAIS
26 OutHomem que morreu após carro cair de balsa em SC é identificadoLEIA MAIS
21 OutO que se sabe sobre caso da bebê que se mexeu durante velório em SCLEIA MAIS
19 OutPai e avô são presos por abusar de filhas e netas vítimas fizeram denúncia na escolaLEIA MAIS
11 OutAção desarticula R$ 3,5 milhões em fraudes cibernéticas e lavagem de dinheiroLEIA MAIS
10 OutPRF proíbe veículos pesados em rodovias durante feriadosLEIA MAIS


