Teatro de bonecos resgata tradição do Kasperl em apresentação gratuita na Scar
Espetáculo da Cia. Alma Livre reúne humor, música ao vivo e crítica social em montagem inspirada no clássico teatro popular alemão
20/05/2026 - 16:21:00 | 3 minutos de leitura

Com bonecos, música ao vivo e interação com o público, o espetáculo “Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou”, da Cia. Alma Livre, volta aos palcos de Jaraguá do Sul neste domingo (24/05), às 15h, na Scar. A apresentação integra a circulação estadual do projeto, que prevê 15 sessões gratuitas em Santa Catarina, todas com intérprete de Libras. Inspirada na tradição do Kasperl Theater, linguagem popular do teatro de bonecos alemão, a montagem aproxima crianças e adultos de uma narrativa contemporânea marcada por humor e crítica social.
Para a criação do espetáculo, a companhia se inspirou no texto clássico alemão “Os Sacos de Farinha do Rei” (1944), de Gustav Resatz. “Trabalhamos na montagem dessa história há mais de 10 anos. A partir dessa dramaturgia, desenvolvemos uma adaptação para a linguagem atual”, explica a atriz e bonequeira Mery Petty.
Na trama, um reino enfrenta um problema urgente: a fome. O rei convoca Kasperl, boneco de luva e personagem popular que resolve conflitos, para garantir a produção de pães, mas precisa lidar com um ladrão que ameaça o estoque de trigo e com um diabo que tenta sabotar a alimentação do povo. Com linguagem irreverente, o espetáculo utiliza a leveza narrativa como ferramenta de reflexão, tornando temas complexos mais acessíveis ao público, além de contar com música ao vivo, instrumentos e efeitos sonoros.
A relação da diretora com o teatro de bonecos começou ainda na infância, ao assistir apresentações da imigrante alemã Margarethe Schlünzen, a Móin-Móin, referência pioneira da linguagem em Santa Catarina. “Aquilo me marcou profundamente. Passei a vida brincando de fantoche até descobrir que existia uma linguagem chamada Kasperl Theater”, relembra Mery, coordenadora da Cia. Alma Livre.
Embora tenha raízes históricas, o Kasperl segue atual, tanto na Europa quanto em Santa Catarina. “O Kasperl tem uma presença histórica importante no nosso estado, principalmente entre as décadas de 1950 e 1970, com a chegada de imigrantes alemães. Na Alemanha, ele nunca deixou de ser atual”, destaca.
O espetáculo ainda vai circular por Schroeder, Corupá, Joinville, Rio do Sul, Pomerode, Lages, Florianópolis, Chapecó e Criciúma. O projeto é realizado pela Cia. Alma Livre por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), do Governo do Estado de Santa Catarina, com aprovação da Fundação Catarinense de Cultura e incentivo das empresas Grupo Tigre, Urbano Alimentos e Grupo Kyly.
Sobre a companhia
A Cia. Alma Livre está ligada à tradição do teatro popular de formas animadas, com atuação marcada por pesquisas contínuas em técnicas de animação, criação de dramaturgias próprias e montagem de espetáculos que dialogam de forma direta com o público.Com sede em Jaraguá do Sul (SC), o grupo é liderado por Mery Petty e conta com a atuação de Nicoli Pereira e Vinícius da Cunha.Ao longo da trajetória, a companhia consolidou um repertório com sete espetáculos, voltados a diferentes públicos, além de diversas temporadas de circulação que contribuem para a difusão do teatro em Santa Catarina.
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Com bonecos, música ao vivo e interação com o público, o espetáculo “Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou”, da Cia. Alma Livre, volta aos palcos de Jaraguá do Sul neste domingo (24/05), às 15h, na Scar. A apresentação integra a circulação estadual do projeto, que prevê 15 sessões gratuitas em Santa Catarina, todas com intérprete de Libras. Inspirada na tradição do Kasperl Theater, linguagem popular do teatro de bonecos alemão, a montagem aproxima crianças e adultos de uma narrativa contemporânea marcada por humor e crítica social.
Para a criação do espetáculo, a companhia se inspirou no texto clássico alemão “Os Sacos de Farinha do Rei” (1944), de Gustav Resatz. “Trabalhamos na montagem dessa história há mais de 10 anos. A partir dessa dramaturgia, desenvolvemos uma adaptação para a linguagem atual”, explica a atriz e bonequeira Mery Petty.
Na trama, um reino enfrenta um problema urgente: a fome. O rei convoca Kasperl, boneco de luva e personagem popular que resolve conflitos, para garantir a produção de pães, mas precisa lidar com um ladrão que ameaça o estoque de trigo e com um diabo que tenta sabotar a alimentação do povo. Com linguagem irreverente, o espetáculo utiliza a leveza narrativa como ferramenta de reflexão, tornando temas complexos mais acessíveis ao público, além de contar com música ao vivo, instrumentos e efeitos sonoros.
A relação da diretora com o teatro de bonecos começou ainda na infância, ao assistir apresentações da imigrante alemã Margarethe Schlünzen, a Móin-Móin, referência pioneira da linguagem em Santa Catarina. “Aquilo me marcou profundamente. Passei a vida brincando de fantoche até descobrir que existia uma linguagem chamada Kasperl Theater”, relembra Mery, coordenadora da Cia. Alma Livre.
Embora tenha raízes históricas, o Kasperl segue atual, tanto na Europa quanto em Santa Catarina. “O Kasperl tem uma presença histórica importante no nosso estado, principalmente entre as décadas de 1950 e 1970, com a chegada de imigrantes alemães. Na Alemanha, ele nunca deixou de ser atual”, destaca.
O espetáculo ainda vai circular por Schroeder, Corupá, Joinville, Rio do Sul, Pomerode, Lages, Florianópolis, Chapecó e Criciúma. O projeto é realizado pela Cia. Alma Livre por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC), do Governo do Estado de Santa Catarina, com aprovação da Fundação Catarinense de Cultura e incentivo das empresas Grupo Tigre, Urbano Alimentos e Grupo Kyly.
Sobre a companhia
A Cia. Alma Livre está ligada à tradição do teatro popular de formas animadas, com atuação marcada por pesquisas contínuas em técnicas de animação, criação de dramaturgias próprias e montagem de espetáculos que dialogam de forma direta com o público.Com sede em Jaraguá do Sul (SC), o grupo é liderado por Mery Petty e conta com a atuação de Nicoli Pereira e Vinícius da Cunha.Ao longo da trajetória, a companhia consolidou um repertório com sete espetáculos, voltados a diferentes públicos, além de diversas temporadas de circulação que contribuem para a difusão do teatro em Santa Catarina.
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