Trabalho por Aplicativos Cresce no Brasil e Mobiliza 1,8 Milhão de Pessoas em 2025, Aponta IBGE

Plataformas digitais já representam 2% dos ocupados no setor privado; flexibilidade é o principal motivo de adesão e rendimento é superior para menor escolaridade.

Economia

08/09/2026 - 10:22:00 | 2 minutos de leitura

Trabalho por Aplicativos Cresce no Brasil e Mobiliza 1,8 Milhão de Pessoas em 2025, Aponta IBGE

 Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o trabalho por meio de aplicativos e plataformas digitais atingiu 1,8 milhão de pessoas em 2025 no Brasil como ocupação principal ou única


. O número reflete uma expansão expressiva de 36,8% em comparação a 2022, quando o contingente era de 1,3 milhão. O grupo representa 2% do total de 89,6 milhões de trabalhadores do setor privado.


Segmentos e Perfil Demográfico O transporte particular de passageiros lidera o setor, concentrando 57,5% do total de trabalhadores (1,155 milhão de pessoas), dos quais 1,056 milhão atuam exclusivamente nesse tipo de serviço.


 O setor de entregas de comida e mercadorias soma 585 mil trabalhadores (376 mil em aplicativos específicos), enquanto serviços de outras áreas profissionais reuniram 313 mil usuários. Houve também disparidade de gênero: 2,9% dos homens ocupados no setor privado atuam por plataformas, contra apenas 0,8% das mulheres.


Motivações para Adesão A autonomia e a gestão de tempo sobressaem entre as razões para optar pela modalidade:

  • Flexibilidade e horários: 26,8%

  • Falta de alternativa/desemprego: 24,6%

  • Retorno financeiro: 20,8%

  • Complementação de renda: 16,6%

  • Desenvolvimento profissional/experiência: 4%

Rendimento Médio e Escolaridade A renda mensal real média dos trabalhadores de aplicativos ficou praticamente idêntica à dos demais ocupados do setor privado: R$ 3.147 contra R$ 3.148. No entanto, o modelo se mostra vantajoso financeiramente para trabalhadores com menor nível de instrução formal:

  • Sem instrução ou fundamental incompleto: trabalhadores de aplicativos ganham, em média, 33% a mais do que os demais profissionais da mesma faixa de escolaridade.

  • Fundamental completo ou médio incompleto: a vantagem média é de 24,5% a favor dos trabalhadores de plataformas.


Foto: Rahul Pandit