Tribunal de Contas da União dá prazo para Receita Federal corrigir fraudes e "fantasmas" no cadastro do CPF

Pente-fino no CPF: 13 milhões de cadastros correm o risco de cancelamento após alerta do TCU sobre fraudes e idosos "fantasmas".

Geral

20/05/2026 - 06:55:00 | 2 minutos de leitura

Tribunal de Contas da União dá prazo para Receita Federal corrigir fraudes e


O Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu um alerta vermelho para a Receita Federal. Uma auditoria recente revelou inconsistências graves no banco de dados do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). O número mais alarmante indica que o sistema registra 349,6 mil pessoas com 100 anos ou mais — uma cifra totalmente incompatível com os dados demográficos reais do Brasil projetados pelo IBGE.

Diante disso, estimas-se que até 13 milhões de CPFs possam desaparecer (ser cancelados ou suspensos) nos próximos 90 dias caso não tenham sua situação regularizada.


O Plano de Ação de 90 Dias

O TCU determinou que a Receita Federal apresente, dentro de três meses, um plano de ação robusto. A principal estratégia não é o trabalho isolado, mas sim a integração tecnológica e o cruzamento de dados entre três gigantes institucionais:

  • Receita Federal: Gestora oficial do CPF.

  • Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Com dados biométricos atualizados e histórico de votação.

  • Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): Que monitora a prova de vida e a concessão de benefícios previdenciários.

Por que essa limpeza é urgente?

A existência de CPFs "fantasmas" ou duplicados não é apenas um erro burocrático; é uma brecha gigantesca para crimes financeiros. Os principais focos de combate são:


  1. Fraudes Previdenciárias: Saques indevidos de aposentadorias e pensões de pessoas que já faleceram.


  2. Lavagem de Dinheiro: Utilização de documentos falsos ou de terceiros para ocultar patrimônio e abrir empresas de fachada.


  3. Fraudes Eleitorais e em Programas Sociais: Desvio de benefícios socioeconômicos destinados à população vulnerável.


Nota de Alerta: Cidadãos legítimos que porventura tenham inconsistências em seus cadastros devem ficar atentos aos canais oficiais da Receita Federal nos próximos meses para evitar bloqueios repentinos em contas bancárias e benefícios.


Foto: Divulgação/TCU