Troca de corpos em Florianópolis: Família descobre erro após sepultamento

Polícia Científica admite falha na liberação de três cadáveres e abre investigação interna para apurar negligência no IML.

Segurança

09/05/2026 - 08:41:00 | 2 minutos de leitura

Troca de corpos em Florianópolis: Família descobre erro após sepultamento


Em um episódio traumático ocorrido em Florianópolis, uma mãe descobriu que o corpo que acabara de sepultar não era o de seu filho. O erro, confirmado pela Polícia Científica de Santa Catarina, envolveu a liberação equivocada de três corpos, gerando uma sucessão de equívocos que culminou no enterro de uma pessoa por outra família.


O Caso: Do luto ao choque


O incidente começou a vir à tona logo após a cerimônia de despedida. Segundo relatos, a família notou inconsistências na aparência do falecido durante o velório, mas o estado emocional e os procedimentos de preparação do corpo geraram dúvidas iniciais. A confirmação devastadora veio horas depois: o verdadeiro corpo do filho ainda permanecia no Instituto Médico Legal (IML).

A falha sistêmica não afetou apenas uma família. A investigação preliminar aponta que a confusão na identificação e logística de liberação envolveu três corpos distintos, criando um efeito dominó que exigiu a interrupção de outros ritos fúnebres na região.


Providências e Investigação


A Polícia Científica manifestou-se oficialmente, classificando o ocorrido como uma "falha operacional grave". As seguintes medidas foram tomadas:

  • Afastamento Preventivo: Servidores envolvidos no processo de liberação foram afastados de suas funções.

  • Processo Administrativo: Foi aberta uma sindicância interna para apurar se houve negligência ou descumprimento de protocolos de identificação (como conferência de digitais e pulseiras).

  • Retificação Judicial: A polícia está trabalhando junto ao Poder Judiciário para autorizar a exumação do corpo sepultado indevidamente e garantir que cada família possa realizar o enterro correto de seus entes queridos.

Assistência às Famílias


Em nota, o órgão estadual afirmou estar prestando apoio psicológico e jurídico aos familiares impactados. No entanto, o trauma psicológico e o desrespeito ao momento de luto têm gerado forte indignação pública e cobranças por maior rigor nos protocolos de custódia do Estado.



Foto: Reprodução/Rede Social