Troca Troca de bebês: funcionário de hospital orientou mãe a não denunciar para não perder filho
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Um caso chocante de troca de bebês em Inhumas, Região Metropolitana de Goiânia, trouxe à tona o drama vivido por duas famílias. A recepcionista Yasmin Késsia da Silva, mãe de um dos meninos envolvidos, relatou que foi desencorajada por um funcionário do Hospital da Mulher a denunciar o caso para evitar perder a guarda da criança. "Me disseram que o melhor seria não comunicar ninguém e viver com a situação", revelou Yasmin. A troca, que ocorreu há três anos, foi descoberta após a realização de um teste de DNA. O exame foi solicitado pelo ex-marido de Yasmin, Cláudio Alves, que desconfiava da paternidade devido à falta de semelhança física. O resultado foi surpreendente: a criança não era filha biológica de nenhum dos dois. "Eu estava esperançosa que fosse apenas um erro, mas a contraprova confirmou", lamentou Yasmin. O episódio remonta a outubro de 2021, quando Yasmin e Isamara Cristina Mendanha deram à luz no mesmo dia, com cesarianas realizadas por equipes distintas. Segundo registros, os partos ocorreram com diferença de poucos minutos. Uma foto capturada pela equipe médica mostra o filho biológico de Yasmin com uma pulseira de identificação, mas a troca teria ocorrido antes do bebê ser levado ao quarto. Após o resultado do DNA, Yasmin procurou um pastor da igreja frequentada por Isamara e Guilherme, pais da outra criança. "Decidimos que ele comunicaria a outra família. Foi devastador saber que criamos filhos que não eram biologicamente nossos", destacou Isamara, que agora é mãe de outro bebê. Ambas as famílias expressaram o desejo de aproximação, mas enfrentam um dilema emocional. "Queremos ser uma grande família a partir de agora", afirmou Isamara. Já Cláudio, ex-marido de Yasmin, descreveu o impacto do erro: "Esse engano mudou o destino de nossas vidas. Não sabemos como seguir." A Polícia Civil de Goiás está investigando o caso para apurar as circunstâncias e responsabilidades pela troca dos bebês. "O inquérito está em andamento, e caberá à Justiça decidir o futuro das crianças", informou a corporação em nota. O Hospital da Mulher, por sua vez, declarou que aguardará o desfecho das investigações antes de se pronunciar. Enquanto isso, as famílias vivem a angústia de lidar com as consequências de um erro que transformou suas realidades e levantou importantes questionamentos sobre os protocolos hospitalares e a necessidade de maior rigor em maternidades.
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