Trump e Netanyahu anunciam acordo para encerrar guerra em Gaza Hamas ainda não respondeu
Em Foco
30/09/2025 - 17:01:00 | 3 minutos de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciaram na segunda-feira (29) um acordo para encerrar a guerra em Gaza, que já dura três anos. O plano, elaborado pela Casa Branca, ainda aguarda a resposta do grupo militante palestino Hamas. "Eu desafio os palestinos a assumir a responsabilidade por seu destino, porque é isso que estamos dando a eles. Estamos dando a eles a responsabilidade por seu destino. Condenem e proíbam totalmente o terrorismo e sigam o caminho para um futuro mais promissor", disse Trump durante coletiva. As negociações estavam paralisadas desde o início de setembro, após um ataque aéreo israelense contra integrantes do Hamas em Doha, no Catar. Durante uma ligação mediada por Trump, Netanyahu pediu desculpas ao primeiro-ministro catariano, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, pelo episódio. Em coletiva de imprensa, Trump declarou que Netanyahu reafirmou sua oposição à criação de um Estado Palestino. O republicano afirmou que apoiará a destruição do Hamas caso o grupo rejeite o plano. Netanyahu acrescentou que, se o Hamas não aceitar, Israel “terminará seu trabalho”. "Se o Hamas rejeitar o seu plano, senhor Presidente, ou se o aceitar e depois basicamente fizer de tudo para contrariá-lo, então Israel terminará o trabalho sozinho. Isso pode ser feito do jeito fácil ou do jeito difícil", afirmou Netanyahu. O acordo de paz prevê o fim imediato das operações militares e a devolução de todos os reféns, vivos e mortos, em até 72 horas após a aceitação israelense. Em contrapartida, Israel libertará 250 palestinos condenados à prisão perpétua e outros 1.700 detidos após 7 de outubro de 2023. A proposta também prevê anistia para militantes do Hamas que depuserem armas, entrada imediata de ajuda humanitária, reabilitação de infraestrutura e hospitais, além da criação de um “Conselho da Paz”, presidido por Trump e supervisionado por líderes internacionais, incluindo o ex-premiê britânico Tony Blair. Entre os pontos centrais estão a desmilitarização completa da Faixa de Gaza, a criação de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais e a reconstrução da região com investimentos internacionais. O Hamas e outras facções ficariam proibidos de desempenhar qualquer papel no futuro governo local. Gaza será uma zona livre de terrorismo e desradicalizada, que não represente ameaça a seus vizinhos. Gaza será reconstruída em benefício do povo de Gaza, que já sofreu mais do que o suficiente. Se ambos os lados concordarem com esta proposta, a guerra terminará imediatamente. As forças israelenses se retirarão até a linha acordada para preparar a libertação de reféns. Durante esse período, todas as operações militares, incluindo bombardeios aéreos e de artilharia, serão suspensas, e as linhas de batalha permanecerão congeladas até que as condições para a retirada escalonada completa sejam atendidas.
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