Trump fecha acordo com UE e derruba taxas de 30 porcento para 15 porcento

Em Foco

28/07/2025 - 12:14:00 | 2 minutos de leitura

Trump fecha acordo com UE e derruba taxas de 30 porcento para 15 porcento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (27) que chegou a um acordo comercial com a União Europeia. Trump se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia. Agora, os EUA passarão a cobrar 15% de tarifas sobre as exportações feitas pelo bloco europeu, e não 30% como havia sido anunciado anteriormente. “A União Europeia vai concordar em comprar dos Estados Unidos US$ 150 bilhões em energia”, disse Trump. De acordo com ele, a UE também concordou em investir US$ 600 bilhões nos EUA. Trump afirma que acordo com o bloco é “o maior já feito”. O acordo é semelhante ao fechado com os demais países que conseguiram diálogo com a Casa Branca, como o Japão. A medida irá “reequilibrar, mas permitir o comércio de ambos os lados”, disse Ursula, reconhecendo a necessidade de balancear a relação. O Secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, afirma que não haverá prorrogações ou períodos de carência após 1º de agosto para o tarifaço imposto pelos EUA e que inclui o Brasil, taxado em 50%. No entanto, segundo ele, as grandes economias podem continuar as negociações comerciais após o início de vigência das tarifas. Desde o anúncio da taxação de 50% para produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se mobilizado para sentar à mesa de negociação com os americanos. As tentativas, porém, não surgiram efeito. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o tema está centralizado na Casa Branca, o que dificulta as negociações e o diálogo entre os países. Apesar das dificuldades, Haddad afirmou que o governo está aberto para resolver o impasse. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, se reuniu com diversos representantes do setor produtivo brasileiro para buscar alternativas ao tarifaço. Uma das possibilidades estudadas pelo governo é a ampliação do prazo de vigência das tarifas, mas o governo americano já destacou que não existe possibilidade de isso acontecer. “O 1º de agosto é para todos”, disse.