Trump volta a falar em notificar países sobre tarifas, de até 70 porcento

Em Foco

05/07/2025 - 14:05:00 | 2 minutos de leitura

Trump volta a falar em notificar países sobre tarifas, de até 70 porcento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que seu governo vai começar a notificar os parceiros comerciais nesta sexta-feira sobre a nova tarifa americana sobre as exportações de seus produtos, com vigência a partir de 1º de agosto. As cartas serão enviadas a quem não fechar acordos com os EUA. Ao deixar Washington rumo a um evento em Iowa, Trump disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras sendo enviadas “nos próximos dias”. — Até o dia 9, todos estarão totalmente cobertos — acrescentou Trump, referindo-se ao prazo de 9 de julho que ele inicialmente estabeleceu para que os países fechassem acordos com os EUA e evitassem as tarifas de importação mais altas que ele ameaçou impor.— Essas tarifas vão variar em valor, talvez de 60 ou 70% até 10 ou 20%— completou. As negociações dos EUA com economias como Indonésia, Coreia do Sul, União Europeia e Suíça estão entrando em fases críticas, nas quais as questões mais controversas estão sendo debatidas. A nova ameaça de Trump, que se encaixa em seu padrão de lançar ultimatos para romper impasses, está alinhada com declarações anteriores de que alguns países não terão voz sobre o nível de tarifa que lhes será imposto. O nível mais alto da nova faixa tarifária proposta por Trump, se for formalizado, será superior a qualquer uma das tarifas que o presidente americano inicialmente anunciou durante o lançamento do “Dia da Libertação”, no início de abril. Trump não detalhou quais países seriam atingidos pelas tarifas nem se isso significava que certos produtos seriam taxados a uma alíquota maior do que outros, mas afirmou que os países “começarão a pagar em 1º de agosto. O dinheiro começará a entrar nos Estados Unidos em 1º de agosto.” Normalmente, as tarifas são pagas pelo importador ou por um intermediário agindo em nome do importador. No entanto, muitas vezes são as margens de lucro ou o consumidor final que acabam absorvendo grande parte do custo.