Uniã União Europeia suspende importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro de 2026.

UE exclui Brasil de lista de exportadores autorizados por falta de garantias no controle de antimicrobianos; medida pode custar US$ 2 bilhões ao agronegócio brasileiro.

Economia

15/05/2026 - 01:33:00 | 2 minutos de leitura

Uniã União  Europeia suspende importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil a partir de setembro de 2026.



A União Europeia (UE) anunciou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco. A restrição, que passará a vigorar em 3 de setembro de 2026, fundamenta-se em preocupações sanitárias rigorosas, especificamente sobre o uso de antimicrobianos na pecuária nacional.

O Motivo Central:

Resistência Antimicrobiana

O bloco europeu alega que o Brasil não apresentou garantias documentais e sistemas de rastreabilidade suficientes para comprovar que substâncias antimicrobianas (como antibióticos) não são utilizadas como promotores de crescimento ou em desconformidade com as normas da UE.

  • Foco na Saúde Pública: A UE busca combater a "resistência antimicrobiana", onde bactérias tornam-se resistentes a medicamentos, uma ameaça global à saúde humana.

  • Rastreabilidade: Diferente de vizinhos como Argentina e Uruguai, que permanecem na lista, o Brasil falhou em demonstrar o controle do ciclo de vida completo dos animais destinados ao mercado europeu.

Produtos Afetados

O veto é amplo e não se limita à carne bovina. Estão incluídos:

  • Carne bovina, de aves e equina;

  • Ovos e mel;

  • Pescados e tripas;

  • Animais vivos destinados à alimentação.

Impacto Econômico e Reação

A União Europeia é o terceiro maior destino da proteína animal brasileira. Em 2025, as exportações para o bloco somaram cerca de US$ 1,8 bilhão. O governo brasileiro recebeu a notícia com "surpresa" e afirma que já adotou medidas, como a proibição de certos antimicrobianos em abril de 2026, mas a UE considera que as salvaguardas ainda são insuficientes.

Para reverter a situação até setembro, o Ministério da Agricultura precisará implementar sistemas de certificação mais rígidos e expandir as restrições legais a medicamentos veterinários específicos.



Foto: Dusan Cvelanovic / Pixel