União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro por exigências ambientais
Medida barra a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas; governo brasileiro e setor produtivo buscam alternativas para reverter o impacto comercial.
06/06/2026 - 12:54:00 | 2 minutos de leitura
A União Europeia (UE) oficializou nesta semana a suspensão das importações de carne bovina e de outros produtos agrícolas oriundos do Brasil a partir de setembro. A decisão baseia-se na nova legislação europeia contra o desmatamento (EUDR), que exige rastreabilidade total da cadeia produtiva e proíbe a compra de mercadorias produzidas em áreas desmatadas após dezembro de 2020, mesmo que a prática tenha sido legalizada pelas leis locais.
O bloco europeu vinha sinalizando o endurecimento das regras nos últimos meses, mas a oficialização da data limite gerou forte reação no mercado financeiro e no agronegócio brasileiro. A partir do prazo estipulado, os exportadores precisarão apresentar certificados de geolocalização que comprovem que o gado não passou por propriedades associadas à degradação florestal.
Impacto no Mercado e Reações
O Brasil é um dos maiores fornecedores globais de proteína animal para a Europa. Especialistas apontam que, embora grandes frigoríficos já possuam sistemas avançados de monitoramento, o veto afetará significativamente os fornecedores indiretos — pequenos e médios pecuaristas que ainda enfrentam dificuldades para implementar a rastreabilidade total do nascimento ao abate.
Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores lamentaram a rigidez da medida, classificando-a como "unilateral e desproporcional". O governo brasileiro afirmou que intensificará as negociações diplomáticas para tentar adiar o prazo ou flexibilizar as exigências para produtores que cumprem o Código Florestal Brasileiro.
Por outro lado, entidades do setor já aceleram o desenvolvimento de plataformas unificadas de dados para garantir que a carne brasileira atenda aos rigorosos critérios europeus a tempo, evitando um prejuízo bilionário na balança comercial.
A União Europeia (UE) oficializou nesta semana a suspensão das importações de carne bovina e de outros produtos agrícolas oriundos do Brasil a partir de setembro. A decisão baseia-se na nova legislação europeia contra o desmatamento (EUDR), que exige rastreabilidade total da cadeia produtiva e proíbe a compra de mercadorias produzidas em áreas desmatadas após dezembro de 2020, mesmo que a prática tenha sido legalizada pelas leis locais.
O bloco europeu vinha sinalizando o endurecimento das regras nos últimos meses, mas a oficialização da data limite gerou forte reação no mercado financeiro e no agronegócio brasileiro. A partir do prazo estipulado, os exportadores precisarão apresentar certificados de geolocalização que comprovem que o gado não passou por propriedades associadas à degradação florestal.
Impacto no Mercado e Reações
O Brasil é um dos maiores fornecedores globais de proteína animal para a Europa. Especialistas apontam que, embora grandes frigoríficos já possuam sistemas avançados de monitoramento, o veto afetará significativamente os fornecedores indiretos — pequenos e médios pecuaristas que ainda enfrentam dificuldades para implementar a rastreabilidade total do nascimento ao abate.
Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o Ministério das Relações Exteriores lamentaram a rigidez da medida, classificando-a como "unilateral e desproporcional". O governo brasileiro afirmou que intensificará as negociações diplomáticas para tentar adiar o prazo ou flexibilizar as exigências para produtores que cumprem o Código Florestal Brasileiro.
Por outro lado, entidades do setor já aceleram o desenvolvimento de plataformas unificadas de dados para garantir que a carne brasileira atenda aos rigorosos critérios europeus a tempo, evitando um prejuízo bilionário na balança comercial.
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