União Europeia tenta mudar posicionamento dos EUA antes de encontro entre Trump e Putin
Em Foco
13/08/2025 - 12:30:00 | 2 minutos de leitura

A União Europeia (UE) tenta influenciar o posicionamento da Casa Branca antes da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do líder russo, Vladimir Putin, na sexta-feira (15), no Alasca. O bloco enfatiza a necessidade de pelo menos a Ucrânia participar da cúpula, completando que o país deve aceitar os termos acordados pelos dois chefes de Estado antes que qualquer decisão seja tomada. O bloco realizou uma reunião de emergência na segunda-feira (11), e líderes europeus têm destacado a importância de proteger a soberania ucraniana, além de se colocarem contra a ideia de alteração de fronteiras entre Kiev e Moscou. A ideia foi anunciada por Trump, que pressiona para que a Ucrânia ceda territórios. A União Europeia também teme que um acordo imposto sobre a Ucrânia possa gerar um perigo sem precedentes no futuro. Nos bastidores, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance participou no último sábado (9) de um encontro com ministro do exterior de países europeus para discutir a iniciativa de paz de Donald Trump no Leste Europeu. Além disso, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, realizará uma videoconferência com o republicano e outros chefes de Estado da UE para discutir o que será colocado em pauta com o governo russo. O bloco argumenta que deveria participar, já que o assunto envolve a segurança do continente. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também se colocou a favor da participação da união europeia e da Ucrânia na cúpula. O chefe de Estado se recusou a ceder territórios, e pediu um cessar-fogo antes que qualquer medida seja tomada. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que a Casa Branca planeja um encontro entre Zelensky e Putin, mas afirmou não achar a ideia produtiva até que o líder russo se reúna com Trump. Depois de mais de três anos de conflito no Leste Europeu, a Europa tenta se colocar como uma força importante nas negociações. Em comunicado, 26 dos 27 países membros da União Europeia reforçaram o apoio financeiro, militar e político ao governo de Kiev. A Hungria de Viktor Orbán foi o único país que não assinou, afirmando que o bloco deveria fazer uma cúpula Europa-Moscou para tratar sobre a guerra.
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