Vacina contra dengue do Butantan pode ser aprovada pela Anvisa na próxima semana

Em Foco

08/11/2025 - 14:17:00 | 2 minutos de leitura

Vacina contra dengue do Butantan pode ser aprovada pela Anvisa na próxima semana

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan pode ser aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até o fim da próxima semana. A informação foi confirmada na sexta-feira (7) pelo diretor da Anvisa, Daniel Pereira, durante coletiva de imprensa em Brasília. Segundo Pereira, o processo é considerado prioritário dentro da agência. Na semana passada, especialistas se reuniram para esclarecer as últimas dúvidas técnicas sobre o imunizante. “A expectativa é que, na primeira quinzena de novembro, ou poucos dias depois, a gente já tenha uma conclusão por parte da Anvisa para autorizar o registro”, afirmou o diretor. Ele destacou que a análise exigiu “muitas horas de discussão técnica” com apoio de especialistas externos. No momento, nenhum outro laboratório apresentou pedido de registro de vacina contra a dengue no Brasil. Durante a coletiva, os diretores da Anvisa também anunciaram um plano para reduzir em até 50% o tempo de análise de novos medicamentos e produtos biológicos com o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA). O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, explicou que o número de pedidos de novos registros cresce cerca de 10% ao ano, o que tem causado filas e atrasos. “Trata-se de um conjunto de ações para reduzir prazos e aumentar a produtividade das análises”, afirmou Safatle. Atualmente, a Anvisa tem 1,1 mil medicamentos sintéticos e 100 produtos biológicos na fila de avaliação. A meta é que, até dezembro de 2026, todos os processos voltem a cumprir o prazo legal de até um ano. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que participa de reuniões na África do Sul com representantes do G20, anunciou por vídeo um aporte de R$ 25 milhões para ampliar o uso de inteligência artificial na Anvisa. Padilha afirmou que o investimento deve acelerar a chegada de medicamentos e vacinas ao mercado brasileiro. “Acreditamos que isso vai reduzir o tempo de análise e fazer com que medicamentos inovadores cheguem mais rápido à população”, declarou.