Valdemar diz que Tarcísio atua por anistia e nega que ação seja em troca de apoio para 2026

Em Foco

08/09/2025 - 18:17:00 | 3 minutos de leitura

Valdemar diz que Tarcísio atua por anistia e nega que ação seja em troca de apoio para 2026

Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto afirmou, que o projeto de anistia que tramita no Congresso ao mesmo tempo em que Jair Bolsonaro (PL) é julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve beneficiar o ex-presidente "em segundo momento". Segundo o dirigente partidário, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atua em Brasília pela aprovação do perdão aos condenados pelo 8 de janeiro. "Não podemos fazer uma anistia se Bolsonaro não foi condenado ainda. Esperamos que haja o entendimento que esse pessoal que não teve direito a defesa possa ser anistiado. Todos foram presos no 8 de Janeiro sem se defender", afirmou Valdemar em entrevista à GloboNews. Os réus tiveram direito de defesa no curso do processo. Valdemar também citou os esforços do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para articular no Congresso a aprovação do perdão político aos golpistas. "Ele tem trabalhado, tem ajudado dentro do Republicanos, para que a gente faça a anistia", disse. Negou, entretanto, que essa seja uma condição para apoiá-lo como candidato à Presidência em 2026.O dirigente afirmou que vai seguir a indicação de Bolsonaro para escolher o candidato do partido, seja Tarcísio, seja o filho do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos e mediou com o governo americano sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras. Sobre o tarifaço de Donald Trump, Valdemar tenta afastar a digital de Eduardo desta e de outras punições americanas contra o País, afirmando que o deputado federal está nos EUA apenas para "defender o pai". "Eduardo não articulou isso (tarifas), ele está lá para ajudar o pai dele." Sobre o julgamento que entrou no segundo dia no STF na última quarta-feira, Valdemar insistiu que réus do núcleo crucial deveriam ter direito a um segundo julgamento, criticando a ação penal ter ido direto para a instância máxima do Judiciário. Ainda sobre a anistia, o presidente do PL afirma que é preciso "valorizar" o trabalho do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), porque é preciso de seu apoio para o projeto caminhar na Casa. Segundo as contas do dirigente partidário, há apoio dos partidos PP, União Brasil, Republicamos, PSD e do próprio PL, afirmando que deve computar cerca de 300 votos pela anistia, duas semanas após o resultado do julgamento do STF que pode condenar ou absolver Bolsonaro. Citando pesquisas encomendadas internamente pelo PL, Valdemar afirma que já sabia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria o segundo turno de 2022. O dirigente partidário afirma que ele próprio tem plena confiança no sistema eleitoral brasileiro, mas que esse é um "problema" que ele tem com a direita. Afirmou ainda que contou o resultado para Bolsonaro, que ficou bravo, mas que sabe a opinião de Valdemar sobre a lisura das urnas eletrônicas.