Vendas em bares e restaurantes caem 1,6 porcento, revela índice

Em Foco

30/05/2025 - 16:49:00 | 2 minutos de leitura

Vendas em bares e restaurantes caem 1,6 porcento, revela índice

As vendas em bares e restaurantes apresentaram queda de 1,6% em abril, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Índice Abrasel-Stone. O resultado reflete um mês de retração no setor de alimentação fora do lar, em um cenário de consumo pressionado pela desaceleração econômica e pela fragilidade do mercado de trabalho. Na comparação com abril de 2024, a queda foi ainda mais acentuada, atingindo 1,7%. Este é o segundo mês consecutivo de queda em 2025, após um crescimento de 3% em março, o que torna as perspectivas para o setor mais voláteis. Para os analistas, a tendência do mercado ainda não está clara, e as flutuações continuam a marcar o desempenho do setor. Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, o mês de abril foi atípico, com o movimento de vendas impulsionado por feriados prolongados, como a Páscoa e o Dia de Tiradentes, em regiões turísticas. No entanto, essas datas não conseguiram compensar a queda de vendas em áreas corporativas. “O feriado puxou o movimento em cidades turísticas, mas esvaziou as regiões corporativas”, afirmou. O aumento nos preços dos cardápios também contribuiu para a queda nas vendas. De acordo com o relatório, muitos estabelecimentos ajustaram seus preços para recompor as margens de lucro após defasagens, o que pode ter desestimulado a demanda. Matheus Calvelli, cientista de dados da Stone, ressaltou que o setor tem mostrado um comportamento oscilante durante o ano. “A queda de abril vem após um mês forte. O Índice foi criado para monitorar essas oscilações e apoiar as decisões estratégicas dos empreendedores”, afirmou. O desempenho do setor variou entre as regiões. Estados como Paraíba (+7,3%), Rio Grande do Norte (+6,4%) e Alagoas (+5,9%) registraram crescimento, impulsionado pelo fluxo turístico. Por outro lado, estados como Tocantins (-5,9%), Roraima (-5,8%), Rio de Janeiro (-3,9%) e Minas Gerais (-3,8%) apresentaram as piores quedas no mês.