Vergonha: Paciente acamada espera dois anos por cirurgia, mas acaba perdendo procedimento por falta de avental em hospital

Em Foco

14/11/2025 - 12:30:00 | 3 minutos de leitura

Vergonha: Paciente acamada espera dois anos por cirurgia, mas acaba perdendo procedimento por falta de avental em hospital

Paciente acamada espera dois anos por cirurgia, mas acaba perdendo procedimento por falta de avental em hospital Em uma ocorrência marcante no Hospital de Maracanaú, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, uma paciente que aguardava há dois anos pela tão esperada cirurgia de vesícula teve seu procedimento cancelado na tarde da terça-feira (11) de maneira inesperada após 12 horas de espera no centro cirúrgico, por problemas relacionados à esterilização dos materiais cirúrgicos, situação que gerou grande frustração e preocupações quanto ao funcionamento do sistema de saúde. Antônia Anágila Sobrinho recebeu uma ligação na noite do dia 10 de novembro informando que sua cirurgia seria realizada no dia seguinte. Após se internar e cumprir o jejum, ela esperou até as 18h15, quando foi avisada do cancelamento devido à falta de material. O diretor-geral do hospital, Pedro Coelho, esclareceu que a real causa não foi a falta de aventais, mas sim um problema técnico na autoclave, máquina responsável pela esterilização, o que impossibilitou o uso dos aventais naquele momento. Pedro Coelho informou que, no mesmo dia do ocorrido, foram realizadas 24 cirurgias dentro de um mutirão organizado pelo hospital. Apenas o procedimento de Antônia precisou ser cancelado por causa do problema técnico. O problema foi resolvido com rapidez e, já na quarta-feira (12), o centro cirúrgico retomou os procedimentos normalmente, mostrando a importância de uma pronta resposta a falhas operacionais. Situações como a vivida por Antônia evidenciam os desafios enfrentados por quem depende do sistema público de saúde. É fundamental conhecer os direitos para exigir transparência e respeito durante o processo de espera. A direção do hospital se solidarizou com Antônia e garantiu que a cirurgia será remarcada o mais rápido possível. Foi estabelecido um prazo máximo de 10 dias para a comunicação da nova data do procedimento. O hospital mantém contato permanente com a paciente, orientando que ela permaneça acessível para as próximas etapas e atualizações do agendamento, reforçando a importância do acompanhamento pós-cancelamento. A ocorrência do problema levantou dúvidas sobre a prevenção dessas falhas. Rotinas de manutenção são realizadas, mas nem sempre é possível identificar defeitos sem a operação real dos equipamentos. Para lidar com cancelamentos abruptos, os pacientes precisam estar informados sobre seus direitos e buscar canais de comunicação efetivos com a unidade de saúde. Isso contribui para minimizar prejuízos e garantir suporte adequado.