Wesley Safadão é denunciado ao TRE por suposta propaganda eleitoral irregular em show
Durante apresentação, o cantor teria feito menção a número de candidato, o que motivou a denúncia de partido político à Justiça Eleitoral.
12/06/2026 - 01:51:00 | 2 minutos de leitura

O cantor Wesley Safadão virou alvo de uma representação na Justiça Eleitoral por suposta propaganda política irregular durante um de seus shows recentes. A denúncia foi protocolada por um partido político junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), acusando o artista de utilizar o palco e a sua projeção pública para influenciar o eleitorado de forma vedada pela legislação vigente.
De acordo com os autos da denúncia, o episódio ocorreu durante o ponto alto de sua apresentação. Testemunhas e vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o cantor teria feito alusões diretas ao número de urna de um candidato local, além de proferir frases que, segundo a acusação, configuram claro pedido explícito ou implícito de votos.
A legislação eleitoral brasileira é rigorosa quanto à participação de artistas em campanhas. Desde a proibição dos chamados "showmícios" pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é expressamente vedada a realização de apresentações artísticas, remuneradas ou não, com o objetivo de promover candidatos. A regra visa garantir a isonomia entre os concorrentes, impedindo que o poder econômico e a popularidade de grandes celebridades desequilibrem o pleito.
Em sua defesa preliminar, a assessoria jurídica de Wesley Safadão informou que o cantor não teve a intenção de realizar propaganda política. Segundo a equipe do artista, a fala citada na denúncia foi tirada de contexto e tratava-se apenas de uma interação descontraída com o público presente, uma prática comum em suas apresentações.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) já foi acionado para emitir um parecer sobre o caso. Se a denúncia for julgada procedente pelo TRE, tanto o cantor quanto o candidato beneficiado poderão enfrentar penalidades que incluem multas severas, cujo valor pode variar de R$ 5.000,00 a R$ 25.000,00 (ou o equivalente ao custo da propaganda, se este for maior). Além disso, o candidato corre o risco de responder por abuso de poder econômico, o que pode culminar na cassação do registro ou do diploma.
O processo segue em segredo de justiça parcial para a análise das mídias anexadas como prova, e o julgamento deve ocorrer em rito acelerado devido à proximidade das eleições.
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